Palavras de Jesus Cristo

Jesus Falou: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai a não ser por mim" João 14,6

quarta-feira, 3 de julho de 2013

A FORÇA DE SANSÃO



JUÍZES 13-16 O LIVRO (OL)
O NASCIMENTO DE SANSÃO

13 Mas Israel mais uma vez pecou, pondo­se a adorar deuses estranhos. Por isso o Senhor permitiu que fossem derrotados pelos filisteus, que sujeitaram o povo por quarenta anos.
2/5 Um dia o anjo do Senhor apareceu à mulher de Manoá, um homem da tribo de Dan, que vivia na cidade de Zora. Ela não tinha filhos mas o Senhor disse­lhe: “Ainda que tenhas sido estéril durante tanto tempo, em breve conceberás e terás um filho. Não bebas vinho nem outra bebida alcoólica qualquer, nem comida alguma que não seja ritualmente pura. O cabelo do teu filho nunca deverá ser cortado, pois que será um nazireu de Deus, mesmo logo desde o nascimento; será ele quem começará a salvar Israel dos filisteus.”
6/7 A mulher correu a contar isto ao marido: “Um homem de Deus apareceu­me; penso que deverá ter sido um anjo do Senhor, porque tinha uma aparência gloriosa e ofuscante. Eu nem lhe perguntei donde é que ele era e ele também não me disse sequer como se chamava, mas afirmou­me o seguinte: ‘Vais ter um filho rapaz!’ Mandou que não bebesse vinho nem qualquer outra bebida alcoólica, e que não comesse nada que fosse impuro, porque o rapaz que hei­de dar à luz será nazireu — dedicado ao Senhor desde o seu nascimento até morrer!”
Então Manoá orou assim: “Ó Senhor, peço­te que o homem de Deus venha de novo ter connosco e nos dê mais instruções quanto ao filho que nos vais dar.”
9/10 O Senhor respondeu à sua oração e o anjo apareceu novamente à mulher quando estava sentada no campo. Ao ver que estava novamente sozinha, sem o marido, foi chamá­lo a correr: “Está ali outra vez o mesmo homem!”
11 Manoá acompanhou­a até junto do anjo e perguntou­lhe: “És aquele que falou com a minha mulher no outro dia?”
“Sim, sou eu.”
12 “Podes então dar­nos mais algumas instruções acerca de como haveremos de criar o bebé depois dele nascer?”, perguntou Manoá.
13/14 O anjo do Senhor respondeu: “Tem muito cuidado em que a tua mulher siga as instruções que lhe dei. Ela não deve comer produto da vinha, nem beber vinho ou outra bebida alcoólica, nem tão pouco ingerir alimentos não puros.”
15 Manoá então disse para o anjo: “Por favor, fica aqui até que te possamos trazer qualquer coisa para comer.”
16/17 “Pois sim, ficarei. Mas não comerei nada. Se desejam trazer alguma coisa, tragam um sacrifício ao Senhor.”
Manoá não se dava conta de que estava a falar com o anjo do Senhor. Então perguntou­lhe como se chamava: “Depois disso acontecer e do bebé nascer, queremos dizer a toda a gente que foste tu quem o predisse!”
18 “Não me perguntes sequer pelo meu nome. É um nome misterioso.”
19/21 Então Manoá pegou num cabrito, numa oferta de cereais e apresentou­a ao Senhor como sacrifício. O anjo nessa altura fez algo de maravilhoso, porque ao mesmo tempo que as chamas se iam erguendo para o ar sob os olhos de Manoá e da sua mulher, ergueu­se com as chamas até ao céu! Manoá e a mulher caíram com os rostos em terra e foi essa a última vez que o viram. Manoá deu­se finalmente conta de que se tratava verdadeiramente do anjo do Senhor.
22 “Vamos morrer”, Manoá exclamou para a mulher, “pois que vimos Deus!”
23 “Se o Senhor nos quisesse matar”, disse­lhe ela, “não teria aceitado as nossas ofertas nem nos teria aparecido, dizendo­nos assim estas coisas maravilhosas e fazendo estes milagres.”
24/25 Quando lhes nasceu o menino puseram­lhe o nome de Sansão, e o Senhor abençoava­o à medida que ia crescendo. O Espírito do Senhor começou a manifestar­se regularmente na sua vida, sempre que visitava os campos das tropas de Dan, entre as cidades de Zora e de Estaol.

O casamento de Sansão
14 1/2 Um dia em que Sansão se encontrava em Timna, reparou numa rapariga filisteia, e quando veio para casa disse ao pai e à mãe que queria casar com ela.
Eles opuseram­se firmemente: “Porque é que não casas com uma rapariga judia? Porque hás­de ir buscar uma moça desses filisteus pagãos? Será que não há entre todo o povo de Israel uma rapariga que te agrade e com quem possas casar?”
Mas Sansão disse ao pai: “Só ela é que eu quero. Peçam­na para mim.”
O pai e a mãe não percebiam que era o Senhor que estava por detrás deste pedido; era Deus preparando como que uma armadilha aos filisteus que nessa altura dominavam Israel.
5/7 Quando Sansão mais os pais iam a caminho de Timna, um leão ainda novo atacou Sansão, saltando sobre ele das vinhas, já perto da cidade. O Espírito do Senhor apoderou­se fortemente dele e mesmo sem ter nada nas mãos abriu­lhe as mandíbulas e fendeu­o, como se se tratasse dum cabritinho! Contudo nada disse aos pais do que acontecera. Ao chegarem a Timna, foi falar com a moça e viu que lhe agradava muito; por isso logo trataram do casamento.
8/9 Quando voltou mais tarde para as bodas, desviou­se do caminho para ver o que tinha sido feito do corpo do leão morto. Lá estava a carcaça do animal, mas havia um enxame de abelhas à volta e aquilo estava cheio de mel! Tirou um pouco do mel para levar consigo e ir comendo enquanto caminhava, e deu também a comer ao pai e à mãe. Mas não lhes disse onde o tinha obtido.
10/13 Enquanto o pai estava a fazer os últimos arranjos para o casamento, Sansão fez uma festa para a qual convidou trinta jovens da cidade, como era costume fazer. Sansão perguntou­lhes a certa altura se queriam ouvir uma adivinha, ao que eles anuiram: “Se forem capazes de dar resposta à minha adivinha durante os sete dias desta festa, dar­vos­ei trinta lençóis e trinta fatos. Caso contrário, se não conseguirem encontrar a resposta, serão vocês a dar­me a mesma coisa!”
“Está certo! Venha de lá a adivinha.”
14 Era pois este o enigma que lhes apresentou: “Saiu comida do comedor, e doçura da fera”. Três dias mais tarde ainda eles estavam à procura de resposta à adivinha.
15 No quarto dia disseram à noiva: “Vê lá se consegues que Sansão diga a resposta, porque se não, lançamos fogo à tua casa contigo dentro. Ou teremos sido nós convidados a esta festa para ficarmos a mendigar?”
16 Então a rapariga começou a debulhar­se em lágrimas à frente dele dizendo: “Tu não gostas de mim. Tu odeias­me, porque disseste uma adivinha ao meu povo e não me dás a conhecer a mim a resposta!”
“Mas é que eu não disse a solução nem sequer aos meus pais; porque é que ta diria a ti?”, disse­lhe ele.
17/18 Ela continuou a chorar sempre que estava com ele e continuou naquilo o resto dos dias da festa. Por fim, no sétimo dia ele cedeu em dizer­lhe o que era a adivinha, e ela foi logo dizê­lo aos outros jovens. Antes que o Sol se pusesse nesse último dia, eles deram a resposta a Sansão. “Que há mais doce que o mel, e mais feroz que um leão?”
“Se vocês não tivessem andado a lavrar com a minha novilha, não teriam sido capazes de encontrar resposta!”, retorquiu.
19/20 Então o Espírito do Senhor veio sobre ele, foi à cidade de Asquelom, matou trinta homens, pegou na roupa deles e trouxe­a aos rapazes que tinham sabido dar solução à adivinha. No entanto ficou furioso com o que se passou e voltou para casa, continuando a viver com o pai e com a mãe. A mulher acabou por casar com o rapaz que tinha servido de mestre de cerimónias na boda.

A vingança de Sansão sobre os filisteus
15 Mais tarde, durante a ceifa do trigo, Sansão trouxe um cabrito, ainda novo, como presente para a mulher de Timna, com a intenção de passar a noite com ela. Mas o pai da rapariga não o deixou entrar.
“Eu pensei que certamente a odiavas”, explicou­lhe, “por isso casei­a com o teu companheiro, que tinha servido de mestre de cerimónias. Mas repara, a irmã dela é mais nova e mais bonita. Casa antes com ela.”
Sansão ficou furioso: “Se assim é, não me poderão censurar pelo que venha a fazer!” 4/5 Então retirou­se, apanhou trezentas raposas, atou­lhes as caudas duas a duas e prendeu­lhes uma tocha. Depois pegou fogo às tochas e largou as raposas nos campos dos filisteus, o que fez incendiar­se todo o trigo, mais os molhos já atados, assim como as vinhas e os olivais.
“Quem foi que fez isto?”, perguntavam os filisteus.
“Foi Sansão”, era a resposta, “por causa do sogro ter dado a mulher a outro.” Então os filisteus pegaram fogo à casa da rapariga que morreu, ela e o pai.
“Pois agora vou vingar­me de vocês!”, prometeu Sansão. Então caiu sobre eles com fúria e matou grande número deles. Após o que foi viver numa gruta na rocha de Etã.
Pelo seu lado os filisteus enviaram uma vasta companhia de soldados contra Judá e atacaram Lai. 10 “Porque é que estão a atacar­nos”, perguntou a população de Judá.
E os filisteus responderam: “Pretendemos capturar Sansão e fazer­lhe tanto como nos fez a nós.”
11 Dessa forma foram mandados três mil homens de Judá para apanhar Sansão na rocha de Etã. “Tu não vês como nos estás a prejudicar?”, perguntaram­lhe. “Não te dás conta de que são os filisteus quem nos dominam?”
Mas Sansão replicou­lhes: “Eu apenas me vinguei daquilo que me fizeram.”
12/14 “Pois então nós viemos capturar­te e entregar­te aos filisteus.”
“Está bem, mas prometam­me antes que vocês não me matarão.”
“Com certeza que não te faremos uma coisa dessas.”
Então amarraram­no com duas cordas novas e mandaram­no seguir à frente deles. Quando chegaram a Lai, os filisteus gritaram de contentamento; mas nessa altura a força do Senhor apoderou­se de Sansão e rompeu com as cordas que o amarravam, que lhe caíram dos pulsos como se fossem simples fios de linho já queimados pelo fogo! 15 Pegou então na queixada dum jumento que ali estava pelo chão e matou com ela um milhar de filisteus.
16/17 Sansão, na sua alegria, fez o seguinte poema:
“Eles vão caindo uns sobre os outros, aos montões!
Tudo com uma queixada de jumento!
Matei mil homens,
tudo com uma queixada de jumento!”
E aquele lugar até ficou conhecido como o alto da Queixada.
18 Depois, estando com muita sede, orou ao Senhor: “Deste a Israel uma vitória tão grande por meu intermédio hoje! Será que irei agora morrer de sede e ficar à mercê destes pagãos?”
19 Então o Senhor fez sair água duma rocha. Sansão bebeu e ficou com as forças renovadas. Em consequência passou a chamar àquele lugar a Fonte daquele que Ora. Essa fonte ainda lá está hoje.
20 Sansão foi juiz de Israel durante aproximadamente vinte anos. Mas os filisteus ainda controlavam a terra.

Sansão e Dalila
16 Um dia Sansão foi a Gaza, cidade dos filisteus, e passou a noite em casa de uma meretriz. Depressa correu a notícia de que fora visto na cidade. As autoridades foram alertadas e muita gente decidiu ficar de noite espiando as saídas da cidade, a fim de o capturar quando tentasse escapar. “Pela manhã”, pensaram eles, “quando houver a luz do dia, havemos de o encontrar e podemos matá­lo.”
Quando era meia­noite, Sansão levantou­se, veio para a rua, dirigiu­se à saída da cidade, pegou nos portões juntamente com as ombreiras mais a tranca, levantou­os do chão, pô­los aos ombros e levou­os até ao cimo da elevação que está defronte de Hebrom.
4/5 Mais tarde apaixonou­se por uma rapariga chamada Dalila, lá para os lados do vale de Soreque. Os cinco chefes dos filisteus foram pessoalmente ter com ela, pedindo que procurasse descobrir o que é que fazia de Sansão um homem tão forte, para que soubessem como vencê­lo, subjugá­lo e prendê­lo. “Damos­te cada um de nós mil e cem moedas de prata por esse serviço”, prometeram .
Então Dalila começou a pedir a Sansão que lhe dissesse o segredo da sua força. “Por favor, Sansão, diz­me a razão porque és tão forte. Acho que ninguém seria capaz de te capturar!”
“Olha”, disse­lhe ele, “se me atarem com sete vergas de vimes frescos, tornar­me­ia tão fraco como qualquer pessoa.”
Então trouxeram­lhe as sete vergas, e enquanto dormia ela atou­o com aquilo. Uns quantos homens esconderam­se no quarto contíguo, e após o ter atado, ela gritou: “Sansão! Estão aqui os filisteus para te atacarem!” Ele partiu as vergas como se fosse fio de estopa sobre fogo. E continuaram a ignorar o segredo da sua força.
10 Dalila insistiu: “Estiveste a fazer pouco de mim! Mentiste­me! Sansão, diz­me, peço­te, como é que te podem capturar.”
11 “Pois bem, se eu for atado com cordas novas, que nunca tenham sido usadas, serei tão fraco como qualquer outra pessoa.”
12 Então novamente, enquanto dormia, Dalila atou­o com cordas novas. Os homens estavam no quarto ao lado como da outra vez. E Dalila gritou: “Sansão! Os filisteus vêm aí para te atacar!” Ele logo quebrou as cordas como meros fios.
13 “Tens estado todo este tempo a rires­te de mim, e a mentires­me! Diz­me lá, Sansão, como é que realmente te podem prender.”
“Escuta, se teceres os meus cabelos no teu tear ...”
14 Enquanto ele dormia, ela fez isso e gritou­lhe: “Estão aí os filisteus, Sansão!” Ele despertou, arrancou o cabelo que estava preso, partindo o tear.
15 “Como podes tu dizer que me amas, se não fazes confiança em mim?” disse ela. “Já por três vezes que fazes pouco de mim, e ainda não me disseste onde está o teu segredo da tua força!” 16/17 E dia após dia ela insistia de tal forma que, não podendo aguentar aquilo mais tempo, ele lhe disse o seu segredo.
“O meu cabelo nunca foi cortado”, confessou, “porque tenho sido um nazireu de Deus, desde o meu nascimento. Se o meu cabelo fosse cortado, perderia a força e tornar­me­ia igual a qualquer outro.”
18/20 Dalila viu bem que desta vez ele lhe dizia a verdade, por isso mandou chamar os chefes dos filisteus: “Venham já, só mais esta vez, porque agora é que me disse tudo.” Os outros vieram, trouxeram logo o dinheiro; ela fê­lo adormecer com a cabeça no seu colo; disseram a um barbeiro para vir cortar­lhe o cabelo. Dalila começou então a bater­lhe, mas via­se logo que já não possuia a força que tinha antes. Ela gritou: “Chegaram os filisteus que vêm para te capturar, Sansão!”
Ele acordou e pensou consigo: “Bom, farei como antes; basta­me um pouco de força e fico livre.” Mas ainda não tinha constatado que o Senhor o deixara.
21 Então os filisteus amarraram­no, esvaziaram­lhe os olhos, levaram­no para Gaza, onde o prenderam com duplas cadeias de bronze e o faziam mover uma mó para grãos, na prisão. 22 Mas ao cabo de algum tempo, o cabelo começou a crescer­lhe novamente.

A morte de Sansão
23/26 Os chefes filisteus organizaram uma grande festa para celebrar a captura de Sansão. O povo fez sacrifícios ao seu deus Dagom e louvavam­no: “O nosso deus entregou­nos o nosso inimigo, Sansão!”, diziam eles com satisfação, olhando para ele na prisão. “O flagelo da nossa nação, que matou tantos de nós, está agora em nosso poder. A certa altura, aquela gente, excitada, pediu: “Tragam cá para fora Sansão, para que possamos rir como a sua figura!”
Ele foi tirado da cela e puseram­no no templo, entre os pilares que suportavam o tecto. Sansão disse para o rapaz que o levava pela mão: “Deixa­me apalpar e ver onde estão as colunas, para que descanse um pouco contra elas.”
27 Naquela altura o templo estava repleto de gente. Lá estavam igualmente os cinco reis dos filisteus. Só no terraço havia algumas três mil pessoas, pretendendo ver Sansão com os seus próprios olhos, a fazer palhaçadas diante deles.
28 Então Sansão orou ao Senhor assim: “Ó Senhor Jeová, lembra­te de mim mais uma vez, dá­me novamente força, para que possa fazer estes filisteus pagarem­me a perda dos meus olhos.” 29 Sansão abraçou as colunas e aplicou nelas toda a sua força. 30 “Que eu morra com os filisteus”, foi a sua última frase. O templo ruiu, soterrando o povo todo, incluindo os cinco chefes deles. Os que matou só naquela ocasião, na sua própria morte, foram mais do que os que matou em toda a vida.
31 Mais tarde os irmãos e outros parentes vieram buscar o corpo e foram­no enterrar entre Zora e Estaol, onde o pai, Manoá, também estava sepultado. Tinha sido juiz em Israel por vinte anos.

Fonte: https://www.biblegateway.com/passage/?search=Ju%C3%ADzes+13-16&version=OL

Nenhum comentário :

Postar um comentário